Maravilhosa Graça.

Quando Jesus ia saindo, um homem correu em sua direção, pôs-se de joelhos diante dele e lhe perguntou: “Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna? “Respondeu-lhe Jesus: “Por que você me chama bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus.Você conhece os mandamentos: ‘não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não enganarás ninguém, honra teu pai e tua mãe’”.E ele declarou: “Mestre, a tudo isso tenho obedecido desde a minha adolescência”.Jesus olhou para ele e o amou. “Falta-lhe uma coisa”, disse ele. “Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me”.Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas.  

Marcos 10:17-22

Comecei a ler essa semana o livro ‘O Evangelho Maltrapilho’ de Brennan Manning. Em seu primeiro capítulo, ele usa a passagem do jovem rico para ilustrar nossa negação à graça de Deus. 
Pode parecer que o desapego às riquezas é a única lição a se aprender nesta passagem. 
Mas ela é uma grande lição sobre a graça de Deus.
A postura do jovem rico é a mesma que tomamos em nossas vidas por diversas vezes. Seguimos os mandamentos, temos uma aparente boa conduta, vivemos uma aparente santidade. Mas Deus não nos chamou para isso.
A santidade é uma consequência de um relacionamento íntimo com Deus, não uma causa. Jesus deixa bem claro que veio para os doentes e pecadores, não para os santos (Marcos 2:17). Só admitindo nossas falhas e entregando nossas vidas e dificuldades a Cristo, seremos curados.
O jovem rico não possuía apenas riquezas. Ele era mais apegado a sua vida do que ao amor de Deus. Muitas vezes agimos assim. Nossa vida é uma negação da maravilhosa graça de Deus, e nos afundamos em viver uma religião sem um relacionamento com Ele. No fim das contas, ficamos exaustos. Os defeitos não somem, só aumentam, e sentimos que Deus não nos ama mais, porque somos pecadores.
Mas Jesus não veio para chamar os pecadores?
Na segunda carta aos Coríntios, Paulo afirma:

Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. 2 Coríntios 12:9


É nas nossas fraquezas que o amor de Deus se manifesta. A nossa sinceridade perante Ele nos aproxima. Receber a graça de Deus significa admitir que somos aceitos, da forma que somos, e com a vida de pecado que levamos. A graça de Deus nos purifica através do sangue de Cristo. E então nos tornamos dignos da presença de Deus. Deus faz o que não podemos fazer por nós mesmos. 
Mas como vamos receber a graça, se não confessamos nossos pecados a Deus? Se não admitimos nossas falhas? É preciso se entregar a Deus sabendo que Ele nos ama e nos purifica do pecado. Deus nos conhece, sabe que somos humanos e sujeitos a cair no mesmo erro um milhão de vezes. Mas o que Deus quer não é que nos santifiquemos para depois nos relacionarmos com Ele. Ele sabe que sem a fé de que só Ele nos cura, é impossível agradá-lo.
Que nossas vidas sejam um sinal de entrega a Jesus, não um ícone de santidade. Porque é nas falhas que o milagre de Deus se manifesta.
Vencer o pecado é uma batalha que Deus trava por nós. Nosso único papel é entregar tudo nas mãos dele, e buscá-lo acima de tudo.
Não há fórmulas mágicas para bons cristãos. Aliás, os bons cristãos não são os mais virtuosos, e sim os mais dependentes de Deus.
Então que tal largar tudo e segui-lo? Ele nos convida hoje.

Fiquem com Deus.
Marianna Correia.

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Deus nos chama à intimidade – parte II: Aprendendo a tomar o remédio

E, depois disto, saiu, e viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria, e disse-lhe: Segue-me.E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu.E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa.E os escribas deles, e os fariseus, murmuravam contra os seus discípulos, dizendo: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?E Jesus, respondendo, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos;Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento. Lucas 5:27-32


Certa vez li uma frase que dizia: “A igreja não é um museu para santos, mas sim um hospital para pecadores.”
Jesus veio para os doentes. Nós, como humanos e pecadores, estamos doentes. Mas nós temos tomado o remédio?

Talvez uma grande dificuldade nossa como cristãos seja a tendência a viver uma religião morna. temos uma vida diferente (não bebemos, não fumamos e vamos à igreja) das outras pessoas, confessamos nossa fé em Jesus, mas não somos questionados, perseguidos, excluídos ou humilhados por causa da nossa fé. Algo está errado quando as pessoas que não conhecem o amor de Deus te tratam como se você fosse um deles. Além de doente, seu remédio não está sendo tomado.

Nossa caminhada com Jesus, nossa dependência dele, exige mais que nossos domingos à noite e nossas poucas horas de leitura forçada da bíblia. Ao dependermos de Jesus, precisamos estar abertos a receber sua palavra de todo o coração, não memorizá-la mecanicamente. Conhecer a Palavra de Deus e não submeter-se a ela é como saber que se está doente mas não tomar o remédio.

Precisamos reaprender a ler a Bíblia. Ler de coração aberto, atentos aos detalhes, dispostos a gastar tempo alimentando-nos dos conselhos de Deus e dando verdadeiros frutos de arrependimento. Não é fácil. Nossa natureza nos corrompe e nos faz pensar, a cada instante, que estamos bem mesmo sem conversar com Deus. Que não vamos ficar tristes se não orarmos hoje, ou até fazemos essas coisas, mas por medo de que Deus venha a nos castigar se não fizermos. Temos esquecido do amor de Deus e de sua maravilhosa graça, vivendo apenas religião, sem intimidade com o Pai.

Mas o que fazer? Nunca é tarde demais.
Nunca é tarde pra parar tudo e ouvir a voz de Deus. Quebrar o silêncio entre você e Ele. Deus só espera nosso chamado pra voltar e promover cura sobre nossas vidas. Fomos nós que nos afastamos de Deus, mas  Ele sempre está disposto a se reaproximar de nós.Busquemos a Deus, então, com sinceridade. Ore a ele pedindo misericórdia e forças para contar a Ele tudo o que você tem dito, feito e pensado longe de Sua Presença. Deus sempre está pronto a nos perdoar (Salmo 86:5).

Tomar o remédio é preciso. Ler a Palavra de Deus com calma e orando para que nosso entendimento seja aberto nos ajuda a conhecer Deus mais de perto. É na intimidade com Deus que nossas atitudes mudam, que nossa fé cresce e se manifesta em ações. Que Deus nos abençoe e nos sustente nesse processo de cura.

Um xero pra vocês, Deus abençoe.

Deus nos chama à Intimidade – parte I

Olá, leitores!
Bem, senti no coração o desejo de vir aqui escrever, e enquanto navegava pelo youtube procurando músicas de Nívea Soares, encontrei essa ministração feita na gravação do DVD mais recente da cantora: Glória e Honra.
Fui muito edificada pelas palavras que ela trouxe, além das músicas inspiradas por Deus, que têm falado muito ao meu coração e tem me encorajado. Espero que assistam, curtam e sejam edificados.
Xero pra vocês!

Herói de Araque: Redenção.

O Herói de Araque, em toda sua araquinia,
viu-se derrotado, para sua imensa alegria.
Despencou feito um pássaro de sua fortaleza insolente
e surpreendeu-se em ser livre,
como sonhou ser como a gente.
O Herói meio gasto, rendeu-se por não ser nada
e por não ser nada,
tão somente assim foi aceito
plenamente abraçado
no fundo de sua alma.
O Herói de Araque tinha dores
que seu super-corpo não podia suportar.
E um humano gentil e simples tomou seu fardo
e disse-lhe: “Deixe comigo, eu carrego em seu lugar.”
De mãos soltas e vazias, o herói se viu surpreso:
sem meu fardo sou apenas humano,
mas sou livre para um novo começo.

Arde Outra Vez.

Que o Espírito Santo encha
inunde
console
abrace
afague
e inunde 
nosso ser.
Que seja o vento que sopra em nossos corações
e nos guie
em águas tranquilas
e nos ajude
em tempestades
e nos liberte
em tempos difíceis
e que ele viva
para que possamos morrer.
Para nós mesmos
para nossos desejos.
Pois em nossa morte há nova vida e glória
de que nos amou primeiro
e está pronto a nos socorrer.

Barco à Vela Não Precisa de Remos.


O tempo é uma correnteza suave na juventude. Parece correr eternamente nas expectativas meio infantis, meio adultas, parece forçar a paciência, essa que muitas vezes não há.
E o mundo ensina que as coisas têm seu preço. E que é preciso correr atrás do que se quer, Às vezes passar por cima de outros, devorar meio mundo afora, experimentar todos os prazeres, e por fim viver frenético e fatigado, cheio de expectativas vãs e medo do escuro.
Mas um dia o tempo ensina, e poucas pessoas aprendem, que por certas coisas é sim necessário lutar, e que essas coisas tem um preço, mas outras, têm seu valor. O tempo escorre à favor do vento, e certas coisas precisam ser cultivadas, não compradas e postas pra mofar na estante. E o amor não virou um desses itens ‘sucesso de vendas’? Logo vem, logo apraz, logo mofa. Pusemos coisas na estante que deveriam ter sido plantadas. E no amor é onde as coisas de maior valor afloram. Mas ninguém tem tempo pra ver o brotinho de feijão vingar dentro do copo com algodão. Se ele não vinga por falta de cuidado, a gente joga fora.
Sabe, nosso barco vem com velas. Mas a gente insiste em comprar e tentar usar remos, mesmo quando o tempo é bom. Somos pressionados a correr atrás do vento. Mas quem já experimentou usá-lo e içar as velas? Que o tempo, ao escoar apressado em nossa velhice, mostre os frutos de plantar valores. Que isso, por mais que pareça impossível nessa geração desorientada e imediatista, seja a boa surpresa para as gerações anteriores. 
Porque o que há de mais valioso, já nos foi dado de graça. Só é preciso cuidar.

Crassum Cor.


E não pude externar nada além de um choro doído na frente de minha mãe. Não pude dizer nada, não fui capaz. Mas ela lia meus olhos e cada gesto meu de rancor, e me perguntava: O que te falta, que você não é mais feliz?
Quem pôs a alma nessa jaula fui eu. Aprisionei o sorriso, a satisfação nas coisas simples, virei gente complicada, e gente complicada se frustra, se fere, tem tudo, mas não dá valor a nada. Me perdi. Precisava voltar, e soltar as amarras naquele trecho do trajeto, naquele ponto da ferida onde ninguém podia interferir, só eu e minha alma.
Eu virei uma alma sem cor. Um sorriso sem par. E cada instante de satisfação virou só uma reticência a mais… Quando nada se torna o suficiente, é somente porque uma única coisa essencial está faltando. Me faltou amor pela vida. Me faltou perder o medo de por remédio nas feridas. Me faltou libertar.
Fiquei catando os cacos de uma ressaca insone. Eu mesma me compliquei, me viciei, acinzentei-me, e tudo girava ao redor do meu semblante. O bem-estar logo passava, o sorriso logo fechava, fui incompleta, e tornei-me inútil. Respirei rancores, e me sufoquei.
Haverá um momento na vida em que Deus vai parar, estender as mãos vazias, e em expressão de lamento, olhar pra você e dizer: Filho, o que te falta? Que vazio é esse entre mim e você?
Tudo um dia se bifurca nesse caminho. Ou tudo fica simples, ou tudo se complica. Ou se vive por inteiro, ou se tenta caminhar sozinho. A auto-sufuciência se estrepa em insatisfação. E a independência é maquiagem pra solidão.
Eu cansei de mim. Eu quebrei as grades. Eu larguei o orgulho. Eu encontrei paz.
A felicidade encontra-se em ver Deus nos detalhes. E por prezar cada um deles, sentir-se completo. Fora isso, sou cheia de fé, nada mais.